terça-feira, agosto 22, 2006

untitled (how does it feel)

Gostava de ter coragem suficiente para te poder agarrar no braço e puxar-te até mim, olhar-te nos olhos e dizer que gosto de ti. Gosto mesmo de ti. Acho que o grande problema é que se calhar não é recíproco. Os motivos que me dás... não me parecem suficientes. Acredito que com um bocadinho de mais compreensão das duas partes (porque eu também tenho culpa, muita mesmo), isto era capaz de ser interessante. Não falo em amor eterno ou em almas gémeas mas sinto que acabámos com algo que poderia dar muito mais. Mas tu não queres e eu tenho apenas de respeitar isso e seguir em frente... Não vou entrar em depré e amaldiçoar todas as relações, nem perder a esperança de encontrar outra pessoa. Não sou assim tão dramática – apesar de às vezes poder parecer.

Tenho pena, gostava tanto que mudasses de ideias. A second chance, à Hollywood, onde daria o meu melhor e provar-te-ia que poder é querer. O pior é quando há falta de vontade.

Não posso dizer que esteja exactamente contente, mas sempre fui uma pessoa fria e racional. A minha racionalidade diz-me que isto até é capaz de passar bem mais rápido do que estou à espera (não foi assim tanto tempo, portanto...) mas enquanto não passa, é chato. Deve ser aquela coisa da rejeição e do acreditar que valia a pena. Continuo a acreditar nesta última parte.

Ainda bem que a minha frieza, racionalidade e a timidez que não vês me impedem de fazer o que me vai na alma. Confrontar-te com os meus sentimentos e implorar-te para mudares de ideias. Pior que a rejeição seria mesmo a humilhação. E não sei se estaria preparada para ouvir a resposta.

Gosto de ti. Era capaz de repetir esta frase até me cansar (ou até deixar de gostar) se ao menos te ecoasse na cabeça e fizesse repensar alguma coisa. Não sou grande coisa com palavras, sobretudo a falar, mas à minha maneira estou a tentar dizer que vou ter saudades tuas. Já as tenho.

Fica bem.

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

A saudade é tão má, é pior ainda senão a podes matar. Mas a saudade (como em tudo na vida) é passageira. O tempo passa e não pede licença a ninguém, e quando dás por ti tens saudade daquela saudade que tinhas. You have no choice... it's the way things are.

7:09 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

É incrível a forma como consegues transmitir através da escrita aquilo que sentes e de forma tão viva.

9:37 p.m.  

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