sexta-feira, abril 20, 2012

Desabafo de uma perdida.

Acho que me perdi em mim mesma. As portas da Emoção fecharam-se ao eco distante dos primeiros passos da Razão. Perdi-me na teia de construções lógicas, actos pensados, calculismo frio e interessado. Somas perfeitas em equações de nada. A minha vida revelou-se um nada enquanto demandava loucamente pelo tudo. Aprendi muito, vivi muito mas sempre com um amargo de boca, sempre com a mesma sensação de quem perde o jogo em casa. Cruzei-me com pessoas boas e com pessoas más; as boas foram permanecendo - pelo menos, no coração. O sentido derrotista fechou-me os olhos ao amor-próprio e ao respeito que seria inquestionável ter por mim. Fechei-me em mim mesma e deixei de ver o peso ds minhas acções nos outros. Magoei e fui-me magoando sem me aperceber muitas das vezes do porquê. A Vida é Amor, seja lá de que forma for.E é bem verdade que para gostar dos outros, temos de gostar de nós próprios. O Amor começa em mim.

domingo, novembro 15, 2009

To you.

Descrever o que sinto por ti sem entrar por lugares comuns. É a tarefa que impus a mim mesma para o dia de hoje. Em pouco tempo, conseguiste fazer-me apaixonar por ti. Os medos que tinha e a pouca vontade de me voltar a entregar a alguém, foram caindo por terra... Outros permanecendo. Pode parecer algo banal ou que toda a gente diz quando gosta de alguém mas acredita... És o melhor que me aconteceu. Sinto uma paz enorme contigo, adoro o teu cheiro, adoro ver-te e fazer-te sorrir. Fazes-me sentir leve. Não sou tudo o que sonhaste e as minhas imperfeições fazem-te afastar de mim, o meu egoísmo manifesta-se em pequenas acções e sempre que precisas de mim a teu lado, nunca estou lá. Sou pequena, imatura, medrosa e demasiado egocêntrica para muitas vezes abdicar daquilo que é meu... Mas nada disso invalida o que sinto por ti. Às vezes são precisos erros para termos o abanão que precisavamos para acordar do nosso mundinho. Constatei que o meu mundo não é aquele que tinha concebido na minha mente. O meu mundo, o meu lugar, onde eu pertenço e me sinto bem, é a teu lado. É contigo com quem quero estar, é a tua presença que me conforta nos momentos maus e a tua paciência que me faz tentar crescer. Tudo o resto, não importa quando comparado contigo. Home is where the heart is, por muita gente que tenha em meu redor, se não estás lá, de nada serve. Sinto-me só sem ti. You mean home to me.

Dizem por aí que é costume magoarmos quem mais amamos e infelizmente, sei bem o quanto te tenho magoado e desapontado. Tive uma epifania, já cresci e sou grande. E a minha vida quero construí-la a teu lado.

O amor não é um filme, é uma série. Por mais desencontros e brigas, todos torcem para que o casal principal fique junto no fim, que finalmente se entenda... Eu estou a torcer por nós e a próxima temporada há-de ser bem mais feliz se o permitires. Está na altura de perder o medo que me resta e lutar pelo que realmente quero.

sexta-feira, julho 10, 2009

never look back, they say.

Deviamos ter fugido enquanto ainda estavamos a tempo. Devias ter pegado na minha mão, eu devia ter segurado na tua com toda as forças que me restavam e partido sem olhar para trás.

O que me interessava eras tu, o teu amor e o teu bem-estar, a segurança que sentia a teu lado, a boa disposição e a felicidade que me proporcionavas com um simples sorriso teu. A força de vontade que ganhava a teu lado, a coragem de seguir todos os meus objectivos, a certeza que o amanhã seria melhor que o ontem. Nunca julguei sentir-me tão feliz. E nunca pensei sentir-me tão miserável por perder tudo isso. Se és feliz, é o que importa. Resta-me a mim procurar de novo a felicidade que um dia tive. Com tantos biliões de pessoas no mundo, há-de haver uma outra que me faça sentir o mesmo, que me dê tudo o que me deste. E que fique a meu lado, mesmo quando tudo parece estar a cair por terra. A mim faltou-me serenidade, a ti faltou-te força para resistir. Eu não sei lutar, tu não sabes ceder. Erros, defeitos e actos desmedidos todos temos. Perdoar é divino (como era bom sermos Deuses). Ironicamente, nem o tempo nem o futuro ajudarão a emendar os erros cometidos. Nunca nada há-de ser igual, nunca mais vou estar contigo. Recordar é viver, viver é seguir em frente recordando o que já foi vivido. Mas recordar o quê, se a memória é demasiado dolorosa para ser suportável? Recordar o que já foi ou o que podia ter sido? Lembrar que desejei e rezei tantas vezes às entidades superiores que te mantivessem a meu lado, só mais um pouquinho... Tinhamos tanto para viver. Eu tinha tanto para te ensinar, tu tinhas tanto que eu queria aprender. Às vezes o melhor é esquecer. Criar um buraco negro naquele espaço de tempo em que as nossas vidas coexistiram. Olhar para ti e fingir que és só mais uma pessoa no meio da multidão. Esquecer a dor que deixaste, a mágoa que causaste. Esquecer-te. Engolir em seco, fechar os olhos, inspirar fundo e continuar a andar. Não restou nada do que havia. Só a raiva que persiste em assaltar-nos, a vontade de nos magoarmos ainda mais. A culpa foi tua. A culpa foi minha. A culpa foi nossa. A culpa não foi de ninguém.

Para a frente é que é caminho.

Deviamos ter fugido enquanto ainda estavamos a tempo.

quinta-feira, novembro 20, 2008

Day dreamer

O que me fode é que no final não ficas comigo. Sempre entendi que o momento não era o mais adequado. Percebi que tinha de te dar tempo para esqueceres o teu passado e o resolveres da melhor forma, ainda havia algo para dar entre vocês. Esperei, paciente e esperançosamente, pelo dia que voltasses. Voltaste sempre. Nunca de vez. Agora, que a vossa história chegou ao fim, eu sei que desta vez não vais voltar. Talvez tenhamos uma amizade, mais ou menos sólida, mas nunca mais te vou ter. O momento pelo qual sempre ansiei nunca há-de chegar e, um dia, vou acabar por te encontrar com outro alguém. Alguém que te vai dar aquilo que sempre quis ser eu a dar-te. Vais olhar para essa pessoa com o olhar que sempre quis que fizesses quando olhavas para mim, vais-lhe dizer todas as palavras que te imaginei vezes sem conta a dizer-me, vais fazer tudo o que eu sempre pensei que um dia farias por mim e, aí, vais finalmente ser feliz. Eu vou ficar feliz por ti, acho que de certa forma o que mais desejo é a tua felicidade – gostava tanto de ser eu a torná-la uma realidade para ti – mas não vou ter o que tu tens. O meu final feliz nunca chegou. Vou invejar a pessoa que te tiver e o rancor há-de voltar quando me lembrar dos momentos em que, por instantes, acreditei que me pertencias.

Tivemos vários capítulos de uma bonita história de amor. O final ficou por escrever. Talvez a longa estrada da minha vida um dia se volte a cruzar com a tua e também eu terei o meu final a teu lado. Nunca iremos casar ou ter tudo o que sempre sonhei para nós, mas vamos ter-nos até o destino assim o permitir. Vamos separar-nos e, talvez, depois de colados os cacos e curadas as mazelas, a cumplicidade permaneça – eu entendo-me, tu entendes-me, porquê ficarmos distantes?

Não te quero para sempre. Gostava que assim o fosse mas não é isso que quero. Quero-te até nos fartarmos um do outro, até não dar mais. Contigo sempre ficou demasiado para dar. Eu sei que a tua vida e a minha seguiram caminhos diferentes e que a mágoa, o arrependimento, a raiva e o medo são demasiado fortes para deixarem que as nossas vidas possam ser uma só. Mas eu vou-te ter sempre comigo naquele cantinho onde mais ninguém entra. Aquele lugar secreto onde te guardo eternamente para mim vai ser fechado a sete chaves, todas as folhas da nossa história serão aí cerradas para que ninguém as possa ler. De tempos a tempos, vou folheá-las e recordar-te. Vou-te guardar com carinho em mim. Vou sonhar acordada com o falso conforto da ilusão que sintas o mesmo e que te lembres de mim.

No fundo do meu imaginário, no final ficas comigo. E como é bom sonhar.

sexta-feira, novembro 14, 2008

How could you lie?

Odeio-te. Levaste todo o amor que havia no meu peito. Roubaste-o, usaste-o e deitaste-o fora sem sequer me avisar do quanto isso iria doer. É por tua causa que não consigo amar, é tua a culpa por eu não conseguir acreditar em ninguém. Toda a paixão que te fazia querer-me, foi-se no dia em que partiste para sempre da minha vida. Às vezes acho que o fizeste de propósito. Esgotaste-me, fiquei vazia por tua culpa. Fizeste-me acreditar em ti, lutar por ti… Para quê? Isso já não importa. Já lá vai o tempo em que ouvir o teu nome fazia o meu coração bater mais forte. Mas as marcas que deixaste são demasiado fortes para te perdoar. Eu nunca te vou perdoar. Não depois do que fizeste. Mudaste-me. Tu mudaste-me e eu quero voltar a ser a pessoa que era. Tornei-me numa cabra fria, sem escrúpulos, sem ambições, sem amor-próprio e por outros. Transformei-me no meu pior inimigo: tornei-me igual a ti. Odeio-te. Fizeste-me ver aquilo que eu nunca quis ver: a efemeridade dos sentimentos. Eu acreditava no amor, lembras-te? Tenho que te agradecer por me teres feito mudar de ideias. Mostraste-me que o amor não existe, apenas uma conjuntura de interesses mútuos que, qual acordo, pode ser cessado a qualquer instante. O castigo que infliges a ti mesmo, passaste-o para mim. Torturas-te para todo o sempre, castras-te à tua própria realidade e pensas que mereces tudo pelo que passas. Eu acho que tens razão. Devias sofrer mais ainda. Porque eu odeio-te. Também eu sofro, massacro-me e mutilo o meu ego até à exaustão. E mereço. Mereço não ter ninguém, não ser capaz de amar, não aguentar ser amada. Tinha uma coisa especial, uma preciosidade única guardada em mim para oferecer a uma pessoa especial. Dei-ta. Incrustaste-a no teu peito durante algum tempo e perdeste-a pouco depois. Agora sem ela, sinto-me desprotegida e insegura. A minha visão do amor alterou-se por completo. Vi a razão e a verdade escondidas por trás de todas as baboseiras em que acreditava quando ainda era naïve o suficiente para amar. Agora já não consigo amar. E a culpa é tua. Tua! Tu que não amas… Nunca amaste. Nunca a mim. Odeio-te. Por me teres levado o amor.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Nada é para sempre

Aprendi que nada é para sempre. Não acreditava quando mo diziam mas aprendi isso às minhas custas. Aprendi que o amor é o sentimento mais injusto e ingrato de todos, de nada vale acreditarmos que é forte e que tudo vai resultar. Hoje em dia já ninguém quer tentar. Se não dá, corta-se o mal pela raíz e 'tá-se bem. A palavra "amo-te" é dita com demasiada leviandade e o amor passa sem notarmos, como se uma leve brisa de vento viesse e o levasse de vez. Tudo é mais importante que lutarmos pela nossa felicidade. Tentamos sempre ao máximo corresponder às expectativas dos outros e acabamos por nos perder a nós mesmos no meio de tanta farsa. Ouvimos conselhos que de nada servem em vez de escutar o nosso coração. Porque o mal disto é sempre dos outros, nós somos perfeitos e se algo correu mal há que culpabilizar alguém. Não vale a pena lutar por amor, o amor acaba e é sempre quando menos esperamos. Hoje amo-te, amanhã já te esqueci. E os infelizes que realmente acreditam no amor, que se entregam e lutam, acabam sempre por sofrer e ser uns idiotas aos olhos dos outros. Isto quer é curtir a vida, aproveitar o dia de hoje que amanhã podemos estar mortos. E tudo o que passámos? Os beijos, as carícias, as trocas de olhares, a cumplicidade, as promessas, os planos, as saídas, as brincadeiras...? Passou. Disseste-me que ias estar aqui para sempre, que nunca me irias deixar... Eu era perfeita, lembras-te? Agora sou apenas um poço de defeitos e uma amiga quando mais ninguém está lá. Eu cumpri a minha promessa, eu ainda aqui estou. Estupidamente e em vão, mais vale seguir a minha vida. Mas se a minha vida eras tu... Isso não importa. Eu acreditava quando me dizias q me amavas para sempre. Acreditava tanto. Parte de mim ainda acredita. Mais valia ter ignorado todas as vezes q me disseste isso e ter escutado apenas quando me dizias q "nada é para sempre". Nada é para sempre, mas nunca pensei q isso tb se referisse ao nosso amor. Que era tão forte, recordas-te? Que era o amor da tua vida, aquilo que sempre tinhas querido. O que estou para aqui a dizer? Este sofrimento há-de passar. Afinal, nada é para sempre. Nem mesmo a dor.

terça-feira, agosto 22, 2006

untitled (how does it feel)

Gostava de ter coragem suficiente para te poder agarrar no braço e puxar-te até mim, olhar-te nos olhos e dizer que gosto de ti. Gosto mesmo de ti. Acho que o grande problema é que se calhar não é recíproco. Os motivos que me dás... não me parecem suficientes. Acredito que com um bocadinho de mais compreensão das duas partes (porque eu também tenho culpa, muita mesmo), isto era capaz de ser interessante. Não falo em amor eterno ou em almas gémeas mas sinto que acabámos com algo que poderia dar muito mais. Mas tu não queres e eu tenho apenas de respeitar isso e seguir em frente... Não vou entrar em depré e amaldiçoar todas as relações, nem perder a esperança de encontrar outra pessoa. Não sou assim tão dramática – apesar de às vezes poder parecer.

Tenho pena, gostava tanto que mudasses de ideias. A second chance, à Hollywood, onde daria o meu melhor e provar-te-ia que poder é querer. O pior é quando há falta de vontade.

Não posso dizer que esteja exactamente contente, mas sempre fui uma pessoa fria e racional. A minha racionalidade diz-me que isto até é capaz de passar bem mais rápido do que estou à espera (não foi assim tanto tempo, portanto...) mas enquanto não passa, é chato. Deve ser aquela coisa da rejeição e do acreditar que valia a pena. Continuo a acreditar nesta última parte.

Ainda bem que a minha frieza, racionalidade e a timidez que não vês me impedem de fazer o que me vai na alma. Confrontar-te com os meus sentimentos e implorar-te para mudares de ideias. Pior que a rejeição seria mesmo a humilhação. E não sei se estaria preparada para ouvir a resposta.

Gosto de ti. Era capaz de repetir esta frase até me cansar (ou até deixar de gostar) se ao menos te ecoasse na cabeça e fizesse repensar alguma coisa. Não sou grande coisa com palavras, sobretudo a falar, mas à minha maneira estou a tentar dizer que vou ter saudades tuas. Já as tenho.

Fica bem.