never look back, they say.
Deviamos ter fugido enquanto ainda estavamos a tempo. Devias ter pegado na minha mão, eu devia ter segurado na tua com toda as forças que me restavam e partido sem olhar para trás.
O que me interessava eras tu, o teu amor e o teu bem-estar, a segurança que sentia a teu lado, a boa disposição e a felicidade que me proporcionavas com um simples sorriso teu. A força de vontade que ganhava a teu lado, a coragem de seguir todos os meus objectivos, a certeza que o amanhã seria melhor que o ontem. Nunca julguei sentir-me tão feliz. E nunca pensei sentir-me tão miserável por perder tudo isso. Se és feliz, é o que importa. Resta-me a mim procurar de novo a felicidade que um dia tive. Com tantos biliões de pessoas no mundo, há-de haver uma outra que me faça sentir o mesmo, que me dê tudo o que me deste. E que fique a meu lado, mesmo quando tudo parece estar a cair por terra. A mim faltou-me serenidade, a ti faltou-te força para resistir. Eu não sei lutar, tu não sabes ceder. Erros, defeitos e actos desmedidos todos temos. Perdoar é divino (como era bom sermos Deuses). Ironicamente, nem o tempo nem o futuro ajudarão a emendar os erros cometidos. Nunca nada há-de ser igual, nunca mais vou estar contigo. Recordar é viver, viver é seguir em frente recordando o que já foi vivido. Mas recordar o quê, se a memória é demasiado dolorosa para ser suportável? Recordar o que já foi ou o que podia ter sido? Lembrar que desejei e rezei tantas vezes às entidades superiores que te mantivessem a meu lado, só mais um pouquinho... Tinhamos tanto para viver. Eu tinha tanto para te ensinar, tu tinhas tanto que eu queria aprender. Às vezes o melhor é esquecer. Criar um buraco negro naquele espaço de tempo em que as nossas vidas coexistiram. Olhar para ti e fingir que és só mais uma pessoa no meio da multidão. Esquecer a dor que deixaste, a mágoa que causaste. Esquecer-te. Engolir em seco, fechar os olhos, inspirar fundo e continuar a andar. Não restou nada do que havia. Só a raiva que persiste em assaltar-nos, a vontade de nos magoarmos ainda mais. A culpa foi tua. A culpa foi minha. A culpa foi nossa. A culpa não foi de ninguém.
Para a frente é que é caminho.
Deviamos ter fugido enquanto ainda estavamos a tempo.
O que me interessava eras tu, o teu amor e o teu bem-estar, a segurança que sentia a teu lado, a boa disposição e a felicidade que me proporcionavas com um simples sorriso teu. A força de vontade que ganhava a teu lado, a coragem de seguir todos os meus objectivos, a certeza que o amanhã seria melhor que o ontem. Nunca julguei sentir-me tão feliz. E nunca pensei sentir-me tão miserável por perder tudo isso. Se és feliz, é o que importa. Resta-me a mim procurar de novo a felicidade que um dia tive. Com tantos biliões de pessoas no mundo, há-de haver uma outra que me faça sentir o mesmo, que me dê tudo o que me deste. E que fique a meu lado, mesmo quando tudo parece estar a cair por terra. A mim faltou-me serenidade, a ti faltou-te força para resistir. Eu não sei lutar, tu não sabes ceder. Erros, defeitos e actos desmedidos todos temos. Perdoar é divino (como era bom sermos Deuses). Ironicamente, nem o tempo nem o futuro ajudarão a emendar os erros cometidos. Nunca nada há-de ser igual, nunca mais vou estar contigo. Recordar é viver, viver é seguir em frente recordando o que já foi vivido. Mas recordar o quê, se a memória é demasiado dolorosa para ser suportável? Recordar o que já foi ou o que podia ter sido? Lembrar que desejei e rezei tantas vezes às entidades superiores que te mantivessem a meu lado, só mais um pouquinho... Tinhamos tanto para viver. Eu tinha tanto para te ensinar, tu tinhas tanto que eu queria aprender. Às vezes o melhor é esquecer. Criar um buraco negro naquele espaço de tempo em que as nossas vidas coexistiram. Olhar para ti e fingir que és só mais uma pessoa no meio da multidão. Esquecer a dor que deixaste, a mágoa que causaste. Esquecer-te. Engolir em seco, fechar os olhos, inspirar fundo e continuar a andar. Não restou nada do que havia. Só a raiva que persiste em assaltar-nos, a vontade de nos magoarmos ainda mais. A culpa foi tua. A culpa foi minha. A culpa foi nossa. A culpa não foi de ninguém.
Para a frente é que é caminho.
Deviamos ter fugido enquanto ainda estavamos a tempo.

1 Comments:
Como me encontro espelhada nas tuas palavras (:
Show must go on :)
Enviar um comentário
<< Home